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Grupo Sete em São Bento d

inovação, marketing, ética empresarial

O Grupo Sete é uma organização de prestadores de serviços profissionais e empreendedores com uma visão de colaboração na prestação integrada de serviços a empresas, todos de Florianópolis e alguns associados à Confraria Empresarial.

O grupo está promovendo, na Associação Comercial de São Bento do Sul, nos dias 18, 19 e 20 de fevereiro, a palestra Use a crise para vencer: foque o valor para o cliente, foque as competências da organização, foque o resultado. A responsabilidade pela palestra é do autor deste blog.

O objetivo é, de um lado, chamar a atenção para o fato de que a crise de que ouvimos diariamente, como quase tudo em economia, é um fenômeno psicológico com pelo menos um viés de perda a absorver e não se sabe quantos vieses de oportunidades a explorar. O que aconteceu não é, necessariamente, responsabilidade nossa. Mas, o que faremos agora é, absolutamente, nossa responsabilidade.

Coisas boas para fazer na crise:

  • reunir os colaboradores para conversar sobre a visão de futuro de nossa empresa, de nossa cidade, de nosso país, de nosso planeta…
  • repetir a iniciativa com os fornecedores estratégicos e com os clientes mais importantes…
  • tirar um domingo inteiro de férias e ler o livro “Inovadores em ação”, do William C. Taylor e da Polly LaBarre (por ex.)…
  • tirar um sábado inteiro de férias e passá-lo com a(o) namorada(o), a(o) esposa, os pais e irmãos, os filhos - só para lembrar o que é mais importante que produtos, projetos, dívidas e problemas…
  • convidar o padre ou pastor de sua comunidade para um almoço e café e conversar durante toda a tarde de sexta-feira sobre o livro do Eclesiastes - só para não perder a perspectiva…
  • gastar toda a manhã de uma segunda-feira visitando uma escola de ensino fundamental em sua comunidade, perguntando-se como ajudar a formar melhor os futuros colaboradores de sua empresa…

e, para não perder o hábito,

  • trabalhar duro nos demais dias da semana, com sua equipe, para superar o que se perdeu e aproveitar as novas oportunidades que aparecem todos os dias.

São só sugestões. E não vou sugerir nada que você deva evitar - você já é bem grandinho para não precisar que lhe lembrem os conselhos de sua mãe. Ou não?

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Marolinha em mar azul… - I

inovação, marketing, ética empresarial

Estou lendo A estratégia do oceano azul, de W. Chan Kim e Renée Mauborgne. Exemplar emprestado da Lígia Fascioni, que primeiro comentou o livro comigo.

A primeira pergunta que vem à mente é: “a tal estratégia é alternativa a que outra(s)?” Bem, a ideia é evitar uma “estratégia do oceano vermelho”, caracterizada pela luta sangrenta entre concorrentes lutando por seu lugar ao sol e por alimento num espaço super-povoado (coisa de documentário da Discovery). O subtítulo é  Como criar novos mercados e tornar a concorrência irrelevante. Ah… como dizia Sartre, “o inferno são os outros” - mas nós não somos bárbaros, somos pós-modernos. Ao invés de eliminar os outros num banho de sangue (pós-modernos são politicamente corretos, certo?), nós os tornamos “irrelevantes”.

Falando assim, parece que eu já estou detestando o livro. Não é verdade. De fato, é um excelente livro e seu estímulo à inovação mercadológica é de valor altíssimo. Os cases avaliados, dos quais se deduz a formulação estratégica proposta, são exemplares. A fórmula proposta para a análise de valor e os passos do planejamento e execução da estratégia são muito bem definidos, de fácil compreensão e, até onde minha inteligência permite avaliar, logicamente impecáveis.

O problema fica onde, então? Antes e depois, a meu ver. Os autores começam “criando problema para vender solução”. O resultado é que o diagnóstico subjacente é equivocado e a terapia, embora eficiente no primeiro momento, não é sustentável. Funciona assim: se você entende a dor como se ela fosse a doença, você cura a dor. Muito eficiente e estimulante à imaginação - um mundo sem dor, para o sujeito que está no meio de uma crise de enxaqueca, é o céu, com música da Enya ao fundo e uma penumbra pouco agressiva (enxaquecosos têm fotofobia em algum grau). Então, dá-lhe paracetamol com cafeína. Acontece que o fígado não lida bem com grandes concentrações de paracetamol - e fígado que funciona mal provoca enxaqueca. Complicado, não?

Repetindo: onde está o problema? Não no livro. O problema está na maneira como entendemos duas palavras fundamentais ao sistema político-econômico capitalista: concorrênciacompetição. E, mais que isso, no modo como entendemos a palavra marketing. No final das contas, devo dizer, o problema é ético: o que estamos fazendo, por que estamos fazendo isso e que resultado buscamos? A resposta a essas questões é A resposta que importa.

O próximo post se chamará Marola em mar azul… - II. Aos poucos, podemos chegar a um maremoto. Sem vítimas, naturalmente.

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Ano novo e… blog novo!

inovação, ética empresarial

Finalmente, estou lançando este blog. Já sai do forno com 3 posts. Evitei de publicá-lo até aqui, porque queria que isto só ocorresse depois que eu mesmo estivesse completamente consciente dos objetivos a serem perseguidos aqui e completamente à vontade com a ferramenta, que era novidade para mim.

Preciso agradecer a dois amigos, especialmente, que tiveram e seguem desempenhando papel significativo neste empreendimento: a Lígia Fascioni, que fez uma avaliação prévia dos elementos do lay out, nome e temática que remetem a minha própria identidade profissional, que ela havia analisado em workshop e num belo relatório há algum tempo (um serviço que eu recomendo, enfaticamente, a qualquer profissional que leve a sério sua imagem e comunicação com o mercado); e o Cristiano Chaussard, que, a partir de nosso encontro na Confraria Empresarial em agosto passado, tornou-se grande amigo, parceiro intelectual e parceiro de negócios - ele se responsabilizou por fornecer a infra-estrutura para o blog e treinar-me no uso das ferramentas adequadas; e nossas conversas continuam importantes para formar minha compreensão do que deveria ser essa iniciativa.

Nenhum dos dois pode ser responsabilizado pelo que vocês verão e lerão aqui, mas isto tornou-se possível com a ajuda deles (ou seja, eles são culpados, sim, de eu ter conseguido). E, tendo dito isto, vamos ao assunto do post…

O ano de 2009 começou e traz algumas implicações, pessoais e profissionais. Completei 49 anos de vida ontem (nada de “parabéns a você”, por favor). Isto significa que estou a 12 meses do cinquentenário (já sem trema, sinal dos tempos). De uma expectativa de vida de 75 anos, bem possível e provável, 2/3 terão passado.

Levei o primeiro tempo para ser formado minimamente - a responsabilidade, naquele tempo, ficava com meus pais e mestres.

O segundo tempo… bem, foi o tempo de, em consórcio com a moça por quem me apaixonei aos 18, formar minimamente os três sucessores, construir uma carreira familiar e profissional, descobrir e definir minha lista de stakeholders e começar a responsabilizar-me pelo passivo - seja aquele resultante de decisões de investimento e custeio, seja aquele resultante de má gestão.

Agora, este é o ano de pensar no plano estratégico do terceiro tempo: ajuste da visão, adequação da missão, atualização das definições do negócio, revisão do posicionamento da marca e dos relacionamentos com stakeholders, sucessão e, last but not least, encarar o sentido pleno de accountability - encarar o Último Cliente, Aquele que tem o direito e poder para definir o momento em que devo deixar o mercado e, finalmente, dedicar-me integralmente, ao Grande Projeto Político que coroará minha carreira. Enquanto isso, segue a peregrinação…

Sobre as novidades, é bom que se diga que “ano novo” é uma convenção muito útil, pela qual todos devemos estar gratos, por causa da oportunidade, tão necessária, de revisar periodicamente o desempenho e o planejamento. Mas não é mais que uma convenção - não é novo, de fato, e não devemos imaginar, na vida pessoal e na vida corporativa, que seja possível “começar do zero”.  Talvez fosse bom, do ponto de vista do passivo, especialmente se não pudermos contar com o “perdão da dívida”; por isso, o fluxo de caixa projetado talvez não permita relaxar; mas certamente é bom que possamos começar o novo período convencional ainda de posse dos ativos acumulados nos períodos anteriores: capital humano (relacionamentos), capital intelectual (conhecimento) e brand capital (a reputação desenvolvida em anos de experiência no mercado).

“Blog novo” é outra abstração que precisa ser bem entendida. Não é simplesmente que o ONOMA tenha surgido neste momento. Isto faria da novidade uma velharia em pouquíssimo tempo. É que o próprio conceito de blog remete a algo que se renova e atualiza permanentemente (em termos da provisao de conteúdo) e, por ser interativo, cria, naturalmente, as condições para gerar novidade a cada interação.

Mas, “novo”, também, é um termo cuja conotação eu gostaria de precisar, quando o uso. Não estou me referindo àquela originalidade absoluta que remete ao momento ímpar da Criação. É, antes, o atributo do que permanece em movimento, de modo que não pode ser confundido, num momento, com o que era no momento precedente. Espero que, seja pelas reflexões solitárias cujo resultado eu venha a postar aqui, seja pelos comments apostos por quem lê, esse blog se torne uma expressão do movimento em direção à sabedoria que nunca envelhece.

Andiamo, poi…

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Inovação é… marketing no futuro!

inovação, marketing

No clássico Introdução à Administração, Peter Drucker definiu a organização empresarial como tendo duas funções essenciais: o marketing e a inovação.  Observando o ambiente à nossa volta, poderíamos fazer algumas observações, tendo aquela afirmação em mente:

  • a maior parte das organizações empresariais não sabe o que é marketing (confunde, em geral, o conceito, com publicidade, propaganda, anúncios, etc.; ou quando há alguma imaginação, mesmo sem maior inteligência, com pesquisa de mercado);
  • a esmagadora maioria das empresas não faz marketing (o que pode levar à pergunta se são mesmo empresas);
  • é tão raro encontrar empresas que façam marketing, que quando acontece de identificarmos alguma, ela vira case de… inovação.

Aconteceu há poucas semanas: num evento promovido por determinado órgão representativo de um segmento específico de mercado, cuja temática era inovação, foi convidado a apresentar seu caso o diretor de uma empresa de outro segmento, e ele o fez de maneira brilhante. E brilhante também era o caso apresentado. Admirável sob todos os pontos de vista. Exceto, talvez, pelo fato de que a inovação mais evidente estava no fato de que aquela empresa, no processo de estabelecer-se, havia feito o que dificilmente se vê: ela praticou exaustivamente o marketing, identificando seu cliente, definindo-lhe as necessidades e desejos e, claro, definindo seu negócio para dar resposta encantadora, lucrativa e sustentável a esse cliente.

Claro! É por isso que o mestre Drucker, para definir inovação, apenas colocou no futuro as perguntas que, para definir o marketing, ele enunciara no presente. Porque inovação ainda é marketing, mas um marketing suficientemente sensível para perceber a mudança que ocorre no cliente.

De modo que inovar não é o mesmo que inventar ou, meramente, mudar. Inovar é ser capaz de levar o marketing às últimas sensibilidades, para permitir à empresa promover as mudanças que adequem sua resposta (oferta) às mudanças ocorridas nas necessidades e/ou desejos percebidos (ou na percepção de necessidades e desejos) pelo cliente (demanda).

Inovação, então, é a capacidade de fazer do marketing fundamental a base para a gestão da mudança… ocorrida na mente do cliente (mas é preciso tê-lo identificado e desenvolvido mecanismos para identificá-lo e monitorar a mudança nele). E empresas inovadoras são, não as que surgiram com alguma novidade maravilhosa (derivada de sua maravilhosa habilidade criativa), mas as que souberam ajustar-se, ao longo do tempo, à maravilhosa capacidade de mudar que caracteriza o cliente.

Inovadores, então, não são os jovens rebeldes (que novidade há nisso?), mas qualquer um que, mais velho ou mais novo (e vale para organizações), seja capaz de adequar sua resposta às perguntas sendo feitas agora ou às demandas prometidas para daqui a pouco.

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