Finalmente, estou lançando este blog. Já sai do forno com 3 posts. Evitei de publicá-lo até aqui, porque queria que isto só ocorresse depois que eu mesmo estivesse completamente consciente dos objetivos a serem perseguidos aqui e completamente à vontade com a ferramenta, que era novidade para mim.
Preciso agradecer a dois amigos, especialmente, que tiveram e seguem desempenhando papel significativo neste empreendimento: a Lígia Fascioni, que fez uma avaliação prévia dos elementos do lay out, nome e temática que remetem a minha própria identidade profissional, que ela havia analisado em workshop e num belo relatório há algum tempo (um serviço que eu recomendo, enfaticamente, a qualquer profissional que leve a sério sua imagem e comunicação com o mercado); e o Cristiano Chaussard, que, a partir de nosso encontro na Confraria Empresarial em agosto passado, tornou-se grande amigo, parceiro intelectual e parceiro de negócios - ele se responsabilizou por fornecer a infra-estrutura para o blog e treinar-me no uso das ferramentas adequadas; e nossas conversas continuam importantes para formar minha compreensão do que deveria ser essa iniciativa.
Nenhum dos dois pode ser responsabilizado pelo que vocês verão e lerão aqui, mas isto tornou-se possível com a ajuda deles (ou seja, eles são culpados, sim, de eu ter conseguido). E, tendo dito isto, vamos ao assunto do post…
O ano de 2009 começou e traz algumas implicações, pessoais e profissionais. Completei 49 anos de vida ontem (nada de “parabéns a você”, por favor). Isto significa que estou a 12 meses do cinquentenário (já sem trema, sinal dos tempos). De uma expectativa de vida de 75 anos, bem possível e provável, 2/3 terão passado.
Levei o primeiro tempo para ser formado minimamente - a responsabilidade, naquele tempo, ficava com meus pais e mestres.
O segundo tempo… bem, foi o tempo de, em consórcio com a moça por quem me apaixonei aos 18, formar minimamente os três sucessores, construir uma carreira familiar e profissional, descobrir e definir minha lista de stakeholders e começar a responsabilizar-me pelo passivo - seja aquele resultante de decisões de investimento e custeio, seja aquele resultante de má gestão.
Agora, este é o ano de pensar no plano estratégico do terceiro tempo: ajuste da visão, adequação da missão, atualização das definições do negócio, revisão do posicionamento da marca e dos relacionamentos com stakeholders, sucessão e, last but not least, encarar o sentido pleno de accountability - encarar o Último Cliente, Aquele que tem o direito e poder para definir o momento em que devo deixar o mercado e, finalmente, dedicar-me integralmente, ao Grande Projeto Político que coroará minha carreira. Enquanto isso, segue a peregrinação…
Sobre as novidades, é bom que se diga que “ano novo” é uma convenção muito útil, pela qual todos devemos estar gratos, por causa da oportunidade, tão necessária, de revisar periodicamente o desempenho e o planejamento. Mas não é mais que uma convenção - não é novo, de fato, e não devemos imaginar, na vida pessoal e na vida corporativa, que seja possível “começar do zero”. Talvez fosse bom, do ponto de vista do passivo, especialmente se não pudermos contar com o “perdão da dívida”; por isso, o fluxo de caixa projetado talvez não permita relaxar; mas certamente é bom que possamos começar o novo período convencional ainda de posse dos ativos acumulados nos períodos anteriores: capital humano (relacionamentos), capital intelectual (conhecimento) e brand capital (a reputação desenvolvida em anos de experiência no mercado).
“Blog novo” é outra abstração que precisa ser bem entendida. Não é simplesmente que o ONOMA tenha surgido neste momento. Isto faria da novidade uma velharia em pouquíssimo tempo. É que o próprio conceito de blog remete a algo que se renova e atualiza permanentemente (em termos da provisao de conteúdo) e, por ser interativo, cria, naturalmente, as condições para gerar novidade a cada interação.
Mas, “novo”, também, é um termo cuja conotação eu gostaria de precisar, quando o uso. Não estou me referindo àquela originalidade absoluta que remete ao momento ímpar da Criação. É, antes, o atributo do que permanece em movimento, de modo que não pode ser confundido, num momento, com o que era no momento precedente. Espero que, seja pelas reflexões solitárias cujo resultado eu venha a postar aqui, seja pelos comments apostos por quem lê, esse blog se torne uma expressão do movimento em direção à sabedoria que nunca envelhece.
Andiamo, poi…