No dia 28.08.08, coube-me proferir a palestra que, mensalmente, um associado da Confraria Empresarial apresenta a seus pares e convidados. Falei sobre o tema acima - Para que serve sua empresa? - uma palestra sobre o lugar legítimo a ser ocupado pelo segundo setor (aquele formado pelas empresas) no macro-ambiente político, social e econômico.
Eu gostaria de destacar agora alguns pontos apresentados naquela ocasião:
- responsabilidade social não é uma nova função das empresas - aliás, é possível que boa parte do que se vem fazendo sob essa rubrica seja bastante irresponsável, especialmente se comprometer as responsabilidades básicas das empresas: gerar riquezas de maneira sustentável;
- não há legitimidade em qualquer organização que busque atender prioritária ou exclusivamente o interesse privado; empresas são organizações criadas pela iniciativa privada tendo em vista o interesse público; se não, o nome que melhor as descreveria seria quadrilhas (e há as que existem disfarçadas de empresas, de ONGs ou de órgãos governamentais);
- accountability, ou a capacidade e disposição de prestar contas, no caso de uma empresa, é traduzida, primeiro e preferencialmente, pelo Balanço Patrimonial, que demonstra, com maior ou menor sofisticação, a eficiência da organização empresarial para produzir, num período de tempo convencionado, quantidade de ativos a maior possível em relação aos passivos empregados e de maneira que seja sustentável no longo prazo.
É necessário destacar, em nossa cultura de hipertrofia das funções do Estado, que este é absolutamente incapaz de produzir riquezas de maneira sustentável - uma afirmação que não precisa de argumentação teórica, dados a história econômica do mundo e… bem, prá que mais?