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Palestra: Excelência na Era da Atitude

ética do trabalho, ética empresarial

Houve tempo em que a competência de alguém era definida por suas habilidades. Competência era sinônimo de eficiência. Há umas duas gerações, tem se tornado comum definir como competente alguém que, além de dominar habilidades, tornou-se capaz de, em função de seu conhecimento, tomar decisões a respeito do que deve ser feito. Eficácia, ou fazer a coisa certa, considerando um número significativo de variáveis de natureza técnica, que demandam significativa capacidade e treinamento intelectual, é o que distingue o trabalhador do conhecimento de seu antepassado, o operário eficiente.

Efetividade, entretanto, é a palavra de nosso tempo. Não apenas cumprir tarefas de maneira diligente e hábil. Não apenas distinguir produtos e atividades que produzem resultados crescentes para a organização daqueles que resultam apenas em custos crescentes.  Neste momento, temos chegado a compreender que as ênfases na qualidade do produto ou serviço e no resultado patrimonial não podem ser desprezadas, mas não são suficientes para garantir a sustentabilidade das organizações e nem das carreiras profissionais.

Assim, o foco deslocou-se, recentemente, do produto e do profissional, mas também não se concentrou por tempo demasiado na organização e nas transações. A demanda mercadológica atual pode ser definida como uma ética de sustentabilidade baseada na geração de valor para o cliente e para a sociedade. Não bastam, então, para definir competência, as habilidades e o conhecimento. É necessário alcançar a excelência na atitude profissional.

Esse é o tema da palestra que a consultora Lígia Fascioni e eu estaremos apresentando na reunião da Confraria Empresarial, no próximo dia 30.09, a partir das 19 horas, no auditório da ACATE (Rua Lauro Linhares, 589 - Trindade - Florianópolis). O evento, franqueado ao público, é realizado mensalmente há pouco mais de dois anos e tem dois propósitos básicos: 1) oferecer a profissionais de quaisquer segmentos oportunidade de desenvolver seu network e 2) por meio de palestras realizadas pelos associados, oferecer a empresários, profissionais e estudantes oportunidade de reflexão e conhecer os produtos e serviços oferecidos pelos membros da Confraria Empresarial, sejam empresas ou talentos profissionais.

A palestra do evento deste mês, além de propiciar a reflexão descrita acima de maneira objetiva e esclarecedora, tem como objetivo complementar apresentar 1) o curso Atitude Pro, desenvolvido por nós dois consultores para ser oferecido a empresas interessadas no desenvolvimento, em seus colaboradores, do foco na geração de valor para os clientes, e 2) lançar oficialmente o site e o blog Atitude Profissional, de iniciativa da Lígia Fascioni, nos quais eu também serei colaborador.

Para a noite do dia 30, quarta-feira, duas recomendações: inscreva-se na palestra, clicando aqui (a inscrição é gratuita, mas a capacidade do auditório é limitada), e  não esqueça de levar seus cartões de visita ou material promocional de seu negócio. Até lá.

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Gerar riqueza é possível? I

ética empresarial

O Mario é um jovem empresário do setor de tecnologia (software para automação industrial). Ele e seu sócio Fábio contrataram meus serviços de consultoria recentemente. E assistiram à palestra que proferi na Confraria Empresarial em agosto passado. Agora, o Mario escreveu-me, relatando sua dúvida: é possível gerar riqueza?

Em sua mensagem, há coisas que eu devo manter em vista, enquanto escrevo uma resposta:

  1. ele, em algum grau, relaciona aumento de riqueza a aumento da disponibilidade de recursos naturais
  2. ele também relaciona a geração de riqueza à especulação, geradora de bolhas, que canaliza recursos financeiros para certo setor, cujos preços são inflados artificialmente
  3. ele afirmou ter dificuldades com esse assunto por insuficiência de conhecimentos em economia

Em primeiro lugar, devo afirmar que, em consonância com o que disse em minha palestra, geração de riqueza é um conceito contábil, muito antes de a ciência econômica ter razão para ocupar-se dele. O fato de alguém terminar um pós-doutorado em qualquer área sem jamais ter sido introduzido a qualquer rudimento da teoria econômica, parece-me bem aceitável. O problema está em que seja possível (o mais provável, de fato) concluir o ensino fundamental sem conhecer o conceito de balanço patrimonial.

Em segundo lugar, riqueza é uma função da atividade humana (leia-se, ação inteligente) e não do estoque de recursos naturais. Não tem nada a ver com petróleo, água, urânio ou ouro. Tem de ver com genialidade e esforço humanos combinados. Não tem a ver com o capital inicial, nem com todos os passivos acumulados ao longo do tempo: geração de riquezas é a atividade humana que transforma capitais de qualquer tipo em ativos de valor superior. Geração de riquezas é função da inteligência, não dos estoques de matéria-prima enterrados sob o pré-sal.

Em terceiro lugar, geração de riqueza é sinônimo de geração de valor. É um fenômeno psicológico, não físico. Não tem a ver com uma (im)possível expansão do universo, mas com a percepção que temos de  cada uma de suas manifestações. Geração de riqueza, por isso, pode e deve ser qualificada segundo uma avaliação de sua sustentabilidade - porque o mesmo homem que atribui a um barril de uma meleca pegajosa e negra o valor de US$ 150 numa semana, pode, na semana seguinte, reduzir esse valor para US$ 50 ou expandi-lo para US$ 200. O desafio na geração de valor é a sustentabilidade no longo prazo. Qualquer idiota pode inflar o valor das ações da Petrobrás, falando sobre reservas de petróleo sob o pré-sal ou de água no subsolo de Marte no noticiário noturno. Gerar riqueza sustentável no longo prazo a partir dessas reservas e suas potencialidades requer a soma de muitos QIs superiores e organizações empresariais consistentemente construídas e mantidas ao longo desse tempo.

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Para que serve sua empresa? - a palestra…

ética empresarial

Noutro post, referi-me à palestra que proferi na Confraria Empresarial em 28.08.08. Num comment, o André, professor de Educação Física e empreendedor na área, perguntou sobre a possibilidade de ser disponibilizada a palestra toda aqui. Bem, ei-la: Para que serve sua empresa?.

Naturalmente, se alguém, lendo a apresentação, manifestar interesse por uma discussão mais ampla de algum ponto, isto pode gerar um novo post. Estou igualmente disposto a repetir essa palestra para grupos que se interessem pelo assunto (estou dizendo isso porque algumas pessoas já manifestaram, em outros momentos, curiosidade a respeito dessa disponibilidade).

É preciso dizer, entretanto, que boa parte do que esse blog é deve-se a essa palestra - e ela também resume alguns dos fundamentos de minhas crenças  em administração. Ou seja, não será difícil, para alguém que ouviu a palestra ou refletiu nos enunciados registrados na apresentação, identificar esses pontos em meus posts recentes ou nos futuros.

Até o próximo.

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