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MBA ou Mestrado?

ética empresarial

Eu estava tomando café numa padaria outro dia e comecei a folhear uma revista Época, de 25.06.07, disponível para leitura lá. Primeira página em que abri: coluna Nossa Carreira, do Max Gehringer. Ele responde a 4 perguntas de leitores e eu vou reforçar uma e oferecer respostas alternativas a 3 delas, que denotam atitude pouco profissional das pessoas que as enviaram. A primeira, assunto deste post, é: “Eu tinha planos de fazer um MBA, mas dois amigos já me disseram que ‘MBA, hoje em dia, qualquer um faz’. É verdade? Seria melhor um mestrado?” feita por alguém identificado como Sílvia Regina.

Em primeiro lugar, competência se constrói sobre conhecimento, habilidades atitude. A Sílvia demonstra falta de conhecimento (ela não sabe a diferença entre MBA e Mestrado) e certa tendência a buscar “consultorias” mais ou menos qualificadas (o Max, mas, também, “dois amigos”), sem definir antes seus objetivos profissionais.

Imagine alguém chegar a um posto policial no centro de Floripa e perguntar ao policial: Devo ou não pegar a Via Expressa? Amigos me disseram que está congestionada. É verdade? Seria melhor pegar a SC 401?” Se você não conhece Florianópolis, a Via Expressa é a saída da cidade em direção à BR 101 e ao interior. A SC 401 vai da região central em direção ao norte da ilha de Santa Catarina, região dos balneários de Canasvieiras e Jurerê, por exemplo. Ou seja, se o policial ficasse irritado com a pergunta boba estaria coberto de razão.

MBAs (Master on Business Administration) são chamados, também, mestrados executivos. Seu objetivo é oferecer uma pós-graduação focada em gestão de negócios para profissionais que atuam em nível executivo. Mestrado, por sua vez, é uma pós-graduação strictu sensu, cujo objetivo básico é a formação de pesquisadores e docentes (o passo seguinte é o Doutorado). Duas carreiras bastante distintas.

O foco do profissional excelente não deve estar na concorrência, mas na geração de valor para o cliente. A Sílvia Regina , assim como todo profissional bem qualificado, deveria concentrar-se em perguntar: “Quem é o cliente ao qual eu posso e quero oferecer minha contribuição profissional? Quais são suas necessidades e desejos? Como eu posso gerar valor para ele?

Formular a pergunta e respondê-la é responsabilidade de todo profissional excelente. Com a resposta em mãos, a gestão de sua carreira, que também é sua responsabilidade, fica bem mais fácil, e as respostas sobre os melhores caminhos para chegar lá tornam-se viáveis, para quem estiver disposto a ajudá-lo.

Defina o objetivo (gerar valor para o cliente é sempre a melhor meta) e, então, busque informações sobre o melhor caminho para chegar lá. Se pudermos ajudá-lo(a), estamos à disposição.

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Palestra: Excelência na Era da Atitude

ética do trabalho, ética empresarial

Houve tempo em que a competência de alguém era definida por suas habilidades. Competência era sinônimo de eficiência. Há umas duas gerações, tem se tornado comum definir como competente alguém que, além de dominar habilidades, tornou-se capaz de, em função de seu conhecimento, tomar decisões a respeito do que deve ser feito. Eficácia, ou fazer a coisa certa, considerando um número significativo de variáveis de natureza técnica, que demandam significativa capacidade e treinamento intelectual, é o que distingue o trabalhador do conhecimento de seu antepassado, o operário eficiente.

Efetividade, entretanto, é a palavra de nosso tempo. Não apenas cumprir tarefas de maneira diligente e hábil. Não apenas distinguir produtos e atividades que produzem resultados crescentes para a organização daqueles que resultam apenas em custos crescentes.  Neste momento, temos chegado a compreender que as ênfases na qualidade do produto ou serviço e no resultado patrimonial não podem ser desprezadas, mas não são suficientes para garantir a sustentabilidade das organizações e nem das carreiras profissionais.

Assim, o foco deslocou-se, recentemente, do produto e do profissional, mas também não se concentrou por tempo demasiado na organização e nas transações. A demanda mercadológica atual pode ser definida como uma ética de sustentabilidade baseada na geração de valor para o cliente e para a sociedade. Não bastam, então, para definir competência, as habilidades e o conhecimento. É necessário alcançar a excelência na atitude profissional.

Esse é o tema da palestra que a consultora Lígia Fascioni e eu estaremos apresentando na reunião da Confraria Empresarial, no próximo dia 30.09, a partir das 19 horas, no auditório da ACATE (Rua Lauro Linhares, 589 - Trindade - Florianópolis). O evento, franqueado ao público, é realizado mensalmente há pouco mais de dois anos e tem dois propósitos básicos: 1) oferecer a profissionais de quaisquer segmentos oportunidade de desenvolver seu network e 2) por meio de palestras realizadas pelos associados, oferecer a empresários, profissionais e estudantes oportunidade de reflexão e conhecer os produtos e serviços oferecidos pelos membros da Confraria Empresarial, sejam empresas ou talentos profissionais.

A palestra do evento deste mês, além de propiciar a reflexão descrita acima de maneira objetiva e esclarecedora, tem como objetivo complementar apresentar 1) o curso Atitude Pro, desenvolvido por nós dois consultores para ser oferecido a empresas interessadas no desenvolvimento, em seus colaboradores, do foco na geração de valor para os clientes, e 2) lançar oficialmente o site e o blog Atitude Profissional, de iniciativa da Lígia Fascioni, nos quais eu também serei colaborador.

Para a noite do dia 30, quarta-feira, duas recomendações: inscreva-se na palestra, clicando aqui (a inscrição é gratuita, mas a capacidade do auditório é limitada), e  não esqueça de levar seus cartões de visita ou material promocional de seu negócio. Até lá.

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Grupo Sete em São Bento d

inovação, marketing, ética empresarial

O Grupo Sete é uma organização de prestadores de serviços profissionais e empreendedores com uma visão de colaboração na prestação integrada de serviços a empresas, todos de Florianópolis e alguns associados à Confraria Empresarial.

O grupo está promovendo, na Associação Comercial de São Bento do Sul, nos dias 18, 19 e 20 de fevereiro, a palestra Use a crise para vencer: foque o valor para o cliente, foque as competências da organização, foque o resultado. A responsabilidade pela palestra é do autor deste blog.

O objetivo é, de um lado, chamar a atenção para o fato de que a crise de que ouvimos diariamente, como quase tudo em economia, é um fenômeno psicológico com pelo menos um viés de perda a absorver e não se sabe quantos vieses de oportunidades a explorar. O que aconteceu não é, necessariamente, responsabilidade nossa. Mas, o que faremos agora é, absolutamente, nossa responsabilidade.

Coisas boas para fazer na crise:

  • reunir os colaboradores para conversar sobre a visão de futuro de nossa empresa, de nossa cidade, de nosso país, de nosso planeta…
  • repetir a iniciativa com os fornecedores estratégicos e com os clientes mais importantes…
  • tirar um domingo inteiro de férias e ler o livro “Inovadores em ação”, do William C. Taylor e da Polly LaBarre (por ex.)…
  • tirar um sábado inteiro de férias e passá-lo com a(o) namorada(o), a(o) esposa, os pais e irmãos, os filhos - só para lembrar o que é mais importante que produtos, projetos, dívidas e problemas…
  • convidar o padre ou pastor de sua comunidade para um almoço e café e conversar durante toda a tarde de sexta-feira sobre o livro do Eclesiastes - só para não perder a perspectiva…
  • gastar toda a manhã de uma segunda-feira visitando uma escola de ensino fundamental em sua comunidade, perguntando-se como ajudar a formar melhor os futuros colaboradores de sua empresa…

e, para não perder o hábito,

  • trabalhar duro nos demais dias da semana, com sua equipe, para superar o que se perdeu e aproveitar as novas oportunidades que aparecem todos os dias.

São só sugestões. E não vou sugerir nada que você deva evitar - você já é bem grandinho para não precisar que lhe lembrem os conselhos de sua mãe. Ou não?

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